Bem-estar animal em Alegre: cuidados que envolvem saúde, proteção e responsabilidade

Bem-estar animal em Alegre: cuidados que envolvem saúde, proteção e responsabilidade

Dia Mundial dos Animais reforça a importância do cuidado responsável, da prevenção ao abandono e aos maus-tratos e da proteção da fauna, considerando também as relações entre a saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente.

O bem-estar animal depende das condições de vida e dos cuidados adequados a cada espécie. Alimentação adequada, acesso à água, abrigo, segurança, acompanhamento de saúde e prevenção de doenças e maus-tratos fazem parte dessa responsabilidade.

Os cuidados variam conforme o animal e sua relação com as pessoas. Para cães e gatos, exigem compromisso contínuo com a alimentação, a saúde e a segurança. Para os animais silvestres, envolvem o respeito aos hábitos, ao ambiente natural e às características de cada espécie. A informação e a responsabilidade ajudam a prevenir o abandono, os maus-tratos e situações que ofereçam riscos aos animais, às pessoas ou ao meio ambiente.

Uma Só Saúde: conexão entre pessoas, animais e meio ambiente

O conceito de Uma Só Saúde, conhecido internacionalmente como One Health, reconhece que a saúde humana, animal, vegetal e ambiental está interligada. Essa abordagem considera que problemas nessas áreas podem estar relacionados e exigir a colaboração de diferentes setores e profissionais.

Em 2021, o Painel de Especialistas de Alto Nível em Uma Só Saúde (OHHLEP) contribuiu para estabelecer uma definição comum do conceito, posteriormente apoiada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Zoonoses, resistência aos antimicrobianos, mudanças climáticas, segurança dos alimentos e perda de biodiversidade estão entre os temas relacionados a essa abordagem.

No dia a dia, essa conexão aparece nos cuidados com os animais, na preservação dos ambientes naturais e na prevenção de riscos à saúde. Por isso, algumas situações exigem a atuação conjunta das áreas de saúde, meio ambiente e proteção animal.

Prevenção começa com os cuidados do dia a dia

Higiene, segurança, vacinação e acompanhamento veterinário são medidas importantes para a saúde e o bem-estar dos animais.

Em períodos de temperaturas elevadas, é necessário redobrar a atenção. Os animais precisam ter acesso à água fresca e a locais protegidos do sol e do calor excessivo. Os passeios devem ocorrer, preferencialmente, nos horários mais frescos, com cuidado também com a temperatura do chão.

Mudanças na alimentação, na movimentação, na respiração ou no comportamento podem indicar que algo não está bem. Esses sinais não permitem identificar a causa por si só, mas podem justificar uma avaliação por profissional habilitado.

Guarda responsável exige planejamento

Assumir os cuidados com um animal é um compromisso de longo prazo, que pode durar toda a vida dele. As necessidades variam conforme a idade, as condições de saúde e as características de cada espécie.

Antes de adotar ou adquirir um animal, é importante avaliar o espaço disponível, os custos com alimentação e saúde, as condições de segurança e a possibilidade de oferecer os cuidados necessários ao longo dos anos.

A castração contribui para evitar ninhadas não planejadas e integra as medidas de controle populacional. Em Alegre, o Programa de Castração Gratuita de Animais Domésticos é regulamentado pelos Decretos Municipais nº 13.803/2025 e nº 14.312/2026, que estabelecem os critérios para o atendimento.

Quando a permanência com o animal deixa de ser possível, é importante buscar alternativas responsáveis. O abandono expõe os animais a atropelamentos, ferimentos, fome, desidratação e condições climáticas adversas. A circulação sem acompanhamento também pode provocar acidentes e conflitos em espaços públicos.

A adoção é uma alternativa para animais que precisam de um novo lar. Antes de adotar, é necessário considerar as necessidades do animal e a capacidade de garantir alimentação, segurança e cuidados de saúde de forma contínua.

Animais silvestres exigem cuidados diferentes

Animais domésticos e silvestres têm necessidades distintas. Cães e gatos dependem dos responsáveis para alimentação, abrigo, cuidados de saúde e segurança. Já os animais silvestres fazem parte dos ecossistemas e desempenham funções importantes na natureza.

Encontrar um animal silvestre em uma residência, em via pública ou em área rural não significa que ele deva ser levado para casa ou mantido como animal de estimação. Ele pode estar ferido, desorientado ou afastado de seu ambiente natural.

Nessas situações, a orientação dos órgãos ambientais competentes deve ser priorizada. Capturar, alimentar ou manter o animal em casa pode ser inadequado, dependendo da espécie e das circunstâncias.

Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) recebem animais apreendidos, resgatados ou entregues voluntariamente. Nesses centros, os animais podem passar por identificação, triagem, avaliação, tratamento e reabilitação. A destinação depende das condições de cada caso e pode incluir a devolução à natureza, quando indicada.

A conservação dos ambientes naturais também é fundamental para proteger a fauna. A perda de habitats e de biodiversidade afeta os ecossistemas e pode ter consequências para a saúde animal, humana e ambiental.

Saúde animal também está relacionada à saúde das pessoas

As zoonoses são doenças ou infecções que podem ser transmitidas entre animais e pessoas, de forma direta ou indireta. Sua prevenção e seu controle envolvem ações de vigilância, investigação e educação em saúde.

As Unidades de Vigilância de Zoonoses (UVZs) fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e atuam na prevenção e no controle de zoonoses que podem representar riscos à saúde pública.

Entre suas atividades estão o monitoramento de animais e vetores, a investigação de casos suspeitos, a coleta de amostras para diagnóstico, a vacinação animal prevista nas normas de saúde e as ações de educação em saúde.

As UVZs não substituem o atendimento veterinário de rotina, não realizam castração e não fazem recolhimento indiscriminado de animais. Sua atuação segue critérios técnicos e é voltada à vigilância e ao controle de riscos à saúde pública.

Conhecer a finalidade desse serviço ajuda a identificar o atendimento adequado diante de uma suspeita de zoonose ou de outra situação que possa representar risco sanitário.

Proteção animal também envolve legislação municipal

Em Alegre, normas municipais tratam do bem-estar animal, da guarda responsável, do controle populacional e de medidas de apoio a protetores e cuidadores.

A Lei Municipal nº 3.820/2023 estabelece o Código Municipal de Bem-Estar Animal e cria o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais e o Fundo Municipal de Bem-Estar Animal.

O Programa Pet+Alegre, instituído pela Lei Municipal nº 3.932/2025 e regulamentado pelo Decreto nº 14.241/2026, prevê a distribuição de ração e utensílios para protetores e cuidadores independentes cadastrados, organizações não governamentais e tutores em situação de vulnerabilidade social. O atendimento depende dos requisitos aplicáveis a cada público, da avaliação prevista no regulamento e da disponibilidade dos itens.

Informações e atendimento

Para demandas relacionadas à proteção e ao bem-estar animal em Alegre, a população pode entrar em contato com a Secretaria Executiva de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMADS):

  • Telefone: (28) 3300-0107
  • WhatsApp: (28) 3300-0100 — selecione a opção “Meio Ambiente” e, em seguida, “Bem-Estar Animal”.
  • E-mail: meioambiente@alegre.es.gov.br
Saiba mais

A página oficial de Bem-Estar Animal reúne informações sobre adoção, denúncias de maus-tratos ou abandono, castração, legislação e programas municipais:

https://www.alegre.es.gov.br/a-cidade/bem-estar-animal/

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