Setembro é marcado pelo Mês Mundial do Alzheimer e chama atenção para mudanças que podem interferir na rotina, na autonomia e na qualidade de vida da pessoa idosa.
A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, sendo a causa mais frequente de demência. Afeta principalmente a memória, mas também pode comprometer a linguagem, o raciocínio, a orientação e outras funções cognitivas. Com a progressão da doença, essas alterações podem dificultar atividades do dia a dia e comprometer a autonomia.
No Brasil, o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer é celebrado em 21 de setembro, conforme a Lei nº 11.736/2008. A data reforça a importância de conhecer a doença, reconhecer sinais de alerta e buscar avaliação e acompanhamento adequados.
Quando o esquecimento merece atenção?
Esquecimentos ocasionais podem acontecer em diferentes momentos da vida. É importante buscar avaliação quando as dificuldades de memória ou de outras funções cognitivas se tornam frequentes, pioram com o tempo ou passam a interferir nas atividades habituais.
Entre as situações que merecem atenção estão:
- dificuldade persistente para lembrar acontecimentos recentes;
- repetição frequente de perguntas ou informações;
- dificuldade para acompanhar conversas ou encontrar palavras;
- problemas para realizar tarefas que antes faziam parte da rotina;
- desorientação em locais ou caminhos conhecidos;
- dificuldade crescente para resolver problemas ou tomar decisões;
- mudanças de comportamento, humor ou interesse;
- perda progressiva de autonomia nas atividades cotidianas.
Esses sinais não confirmam, sozinhos, a presença de Alzheimer. Alterações de memória e cognição podem ter diferentes causas, incluindo outras condições de saúde e o uso de determinados medicamentos. Por isso, é importante investigar a origem dos sintomas.
Envelhecimento e demência não são a mesma coisa
O envelhecimento pode trazer algumas mudanças cognitivas, mas dificuldades persistentes ou progressivas que passam a interferir nas atividades do dia a dia não devem ser consideradas uma consequência inevitável da idade.
Familiares, amigos e cuidadores podem contribuir para perceber essas alterações, especialmente quando a própria pessoa não reconhece as dificuldades. Informações sobre quando os sintomas começaram e como afetam as atividades habituais também podem ajudar na investigação.
Mudanças repentinas no estado mental, na orientação ou no comportamento também merecem avaliação, pois podem estar relacionadas a outras condições de saúde e não são específicas do Alzheimer.
Diagnóstico depende de investigação
A identificação da causa começa pela avaliação clínica, que considera o histórico de saúde, as alterações percebidas e o exame físico. Conforme a necessidade, podem ser realizados testes cognitivos e exames complementares.
Essa investigação é importante porque algumas condições apresentam sintomas semelhantes e, quando identificadas, podem ser tratadas e, em alguns casos, revertidas. Nas demências, determinar a causa também orienta o tratamento mais adequado.
Diante de dificuldades persistentes ou que estejam interferindo na vida cotidiana, é importante procurar um serviço de saúde, em vez de tentar estabelecer um diagnóstico por conta própria.
Cuidado e acompanhamento
O tratamento da doença de Alzheimer é definido de acordo com os sintomas, a fase da doença e as necessidades de cada pessoa. Pode incluir medicamentos indicados conforme a avaliação clínica e os protocolos do SUS, acompanhamento das condições de saúde e cuidados voltados à manutenção da autonomia, da capacidade funcional e da qualidade de vida.
No SUS, o cuidado começa, em geral, na Atenção Primária à Saúde, que realiza a avaliação inicial e coordena o acompanhamento, podendo encaminhar a pessoa para serviços especializados quando necessário. O atendimento pode envolver profissionais de diferentes áreas, conforme as necessidades identificadas.
Diante de alterações persistentes de memória, linguagem, orientação ou outras funções cognitivas, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação.
Cuidados ao longo da vida ajudam a reduzir fatores de risco
Não existe uma forma específica de prevenir a doença de Alzheimer. No entanto, alguns fatores de risco para demência são modificáveis e podem ser abordados ao longo da vida.
Entre eles estão a inatividade física, a hipertensão arterial, o diabetes, a obesidade, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, o isolamento social, a perda auditiva e a perda visual, entre outros. A adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento adequado das condições de saúde podem contribuir para reduzir o risco de demência.
Informações e atendimento
A Secretaria Executiva de Saúde (SESA) integra a estrutura administrativa municipal e atua na coordenação, no planejamento e na oferta dos serviços públicos de saúde em Alegre, de acordo com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Dúvidas, orientações e demandas gerais podem ser encaminhadas pelos canais oficiais:
Telefone: (28) 3300-0108
E-mail: saude@alegre.es.gov.br
Onde buscar atendimento em Alegre:
SAMU: serviço de atendimento móvel para situações de urgência e emergência. Acione o 192.
Unidades Básicas de Saúde (UBS): porta de entrada da Atenção Primária à Saúde, onde a população pode buscar avaliação, orientações e acompanhamento.
Pronto-Socorro Municipal: atendimento 24 horas, todos os dias, para situações de urgência e emergência.

