O Janeiro Roxo integra a campanha nacional de conscientização sobre a hanseníase, doença infecciosa crônica que ainda está presente no Brasil e exige atenção contínua dos serviços de saúde. Em Alegre, a Secretaria Executiva de Saúde (SESA), por meio da rede municipal de atenção à saúde, desenvolve ações permanentes de orientação, prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento dos casos.
A campanha tem como objetivo ampliar o acesso à informação, estimular a identificação precoce da doença e contribuir para a redução do estigma historicamente associado à hanseníase.
Embora tenha tratamento eficaz e possibilidade de cura, a hanseníase pode causar complicações quando não diagnosticada e acompanhada adequadamente. Por isso, o reconhecimento precoce dos sinais e a busca oportuna por atendimento são fundamentais para a proteção da saúde individual e coletiva.
Hanseníase: transmissão, sinais e tratamento
A hanseníase é causada por uma bactéria que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. A transmissão ocorre, em geral, pelas vias respiratórias, por meio de contato próximo e prolongado com pessoas que ainda não iniciaram o tratamento.
Não há transmissão por contato casual, como apertos de mão, abraços ou compartilhamento de objetos. Após o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- manchas na pele com alteração ou perda de sensibilidade;
- formigamento ou dormência em mãos e pés;
- perda de força muscular;
- caroços, placas ou lesões que não doem e não coçam.
Ao perceber qualquer um desses sinais, é fundamental procurar uma unidade de saúde para avaliação.
O tratamento da hanseníase é gratuito, eficaz e ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando iniciado precocemente, possibilita a cura da doença e a manutenção da convivência social, do trabalho e das atividades cotidianas.
Importância do diagnóstico precoce
O desconhecimento sobre a hanseníase ainda é um dos principais desafios para o controle da doença. Em muitos casos, os sinais iniciais são confundidos com outras condições e acabam sendo negligenciados, o que pode atrasar o diagnóstico e aumentar o risco de incapacidades físicas.
A informação qualificada, promovida pelas ações da Secretaria Executiva de Saúde, contribui para o reconhecimento dos sintomas, estimula a procura pelos serviços de saúde, favorece a interrupção da transmissão e reduz impactos individuais, familiares e sociais.
Atenção Primária e atuação da SESA em Alegre
No âmbito do SUS, a Atenção Primária à Saúde é a principal porta de entrada para o diagnóstico e o acompanhamento da hanseníase. Em Alegre, sob a coordenação da Secretaria Executiva de Saúde (SESA), as Unidades Básicas de Saúde (UBS) realizam a avaliação inicial, orientam a população, solicitam exames quando necessário e acompanham os pacientes durante todo o tratamento.
O cuidado envolve acompanhamento regular, orientação adequada e atenção à pessoa, à família e ao território, garantindo a continuidade do cuidado, a prevenção de complicações e o fortalecimento das ações de vigilância em saúde.
Enfrentamento do estigma e garantia de direitos
O Janeiro Roxo também reforça a importância do enfrentamento ao preconceito. Apesar de ter cura e tratamento disponíveis, a hanseníase ainda carrega estigmas históricos que podem gerar discriminação e isolamento social.
Após o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença e pode exercer plenamente seus direitos, manter a convivência social e desenvolver suas atividades habituais. A disseminação de informações corretas é essencial para desconstruir mitos, promover o respeito e fortalecer a inclusão social.
Cuidado contínuo ao longo do ano
Embora o Janeiro Roxo concentre ações de conscientização neste período, o cuidado com a hanseníase é realizado de forma contínua ao longo de todo o ano na rede municipal de saúde. A Secretaria Executiva de Saúde mantém ações permanentes de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento, em articulação com as equipes da Atenção Primária.
Ao identificar sinais suspeitos, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

