ECONOMIA
A cidade de Alegre desenvolveu-se nas áreas planas e nas encostas suaves dos vales do rio Alegre e seus afluentes próximos. A cidade possui uma infra-estrutura urbana bem dotada, comércio forte e também sofre os problemas urbanos advindos do contínuo e crescente êxodo das áreas rurais do município e da região.
No início do século XX, Alegre era um grande município. Perdeu grande parte de
seu território para conformar os atuais municípios de Guaçuí, Dores do Rio Preto,
Divino de São Lourenço e Ibitirama. É de supor, portanto, que por longo tempo tenha
polarizado a região, nomeadamente no período da expansão cafeeira (1870-1910).
Daí a formação de um centro urbano forte e bem estruturado.
A rodovia BR-482 é hoje o principal indutor do desenvolvimento do tecido urbano,
seja para a direção oeste (Celina e Guaçuí), seja para a direção leste (Rive e Jerônimo Monteiro). Conforme já referido, a BR-482 constitui um eixo com dinâmica própria, que vai induzindo e incorporando todas as aglomerações que ao longo de suas margens se estendem até Cachoeiro de Itapemirim.
Nos últimos 12 anos, com a crescente chegada de pessoal que vem abandonando a
zona rural, tem crescido a demanda por conjuntos habitacionais. Segundo técnicos
da Prefeitura Municipal de Alegre, nos últimos 4 anos foram oferecidas 42
residências. Já há um novo conjunto com 46 residências, porém o cadastro
municipal para novas residências registra, atualmente, 112 inscritos.
Alegre destaca-se, principalmente, por ser o centro mais qualificado de ensino,
pesquisa e extensão no campo da agropecuária no Estado, com a Escola
Agrotécnica de Alegre (Eafa), em Rive, e o Centro Agropecuário da Universidade
Federal do Espírito Santo (Caufes), no centro.
A Eafa forma técnicos de nível médio há 50 anos, oferece atualmente cursos
técnicos em agroindústria, agropecuária, aquacultura, cafeicultura e informática. O
Caufes, por seu turno, oferece ensino superior na áreas de agronomia, zootecnia,
florestal e outras.
A presença dos estudantes destes estabelecimentos de ensino e dos de ensino
médio confere à vida noturna de Alegre um aspecto movimentado e festivo, pois
ocupam até tarde as praças e os diversos bares da cidade.
Fonte: IPES - Diagnóstico Socio Economico Do Territorio do Caparao
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Principais Atividades Econômicas |
O setor primário (atividades agropecuárias) em Alegre desempenha um papel muito importante na economia local: cerca de 26,6% do PIB municipal deriva desse setor (tabela abaixo). As atividades que geram a maior parcela do PIB são as de comércio e serviços, com 71,2%, sobrando para o setor secundário, ou seja, as indústrias, apenas 2,2%. Esses números mostram como a industrialização do município é baixa, desempenhando um papel pouco relevante.
| Municípios |
Setor primário (%) |
Setor secundário (%) |
Setor terciário (%) |
Total (%) |
| Espírito Santo |
8,8 |
35,0 |
56,2 |
100,0 |
| Vitória |
- |
29,5 |
70,5 |
100,0 |
| Cachoeiro de Itapemirim |
2,5 |
45,3 |
52,2 |
100,0 |
| Alegre |
26,6 |
2,2 |
71,2 |
100,0 |
Fonte: Balanços municipais de 2003 - Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCEES).
Segundo o Sebrae-ES, as principais atividades econômicas do município são a cafeicultura, a olericultura, a pecuária leiteira e o ecoturismo. A cultura do café é a que mais se destaca, sendo o café arábica a principal variedade. Ainda conforme o Sebrae-ES, nos últimos anos os cafeicultores vêm tentando produzir um café de melhor qualidade e com maior produtividade, com a ajuda do Incaper. Outras culturas importantes são a do milho, a do feijão, da banana e do tomate, mas estas são produzidas com baixa tecnologia.
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