CULTURA

   Artesanato
   Manifest. Culturais

DIA-A-DIA NA CIDADE

ECONOMIA

   Aspectos Gerais
   Estatísticas
   Geografia/Mapas

FOTOS

HISTÓRIA

   Fotos Antigas
   História & Lenda
   Inst. Histórico
   Pesquisa

SÍMBOLOS

   Bandeira
   Brasão
   Hino

TURISMO

   Acesso
   Cach. da Fumaça
   Calendário/Eventos
   Festival de Música
   Horários de ônibus
   O que ver

DESTAQUE DO TURISMO

CACHOEIRA DA FUMAÇA
Cachoeira da Fumaça
O Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça foi criado através do Decreto nº 2.791-E (24 de agosto de 1984) e complementado através do Decreto nº 4.568-E (21 de setembro de 1990), quando então o Governo do Estado, atendendo uma demanda dos moradores dos municípios de Alegre, Guaçuí e Castelo e de outros Estados da Federação, desapropriou uma área de 27 ha, coberta basicamente de pastagem, mas que continha em seu interior a cachoeira do rio Braço Norte Direito ou Cachoeira da Fumaça, que atraía milhares de visitantes devido à sua grande beleza cênica.

A sua cobertura original é do tipo Floresta Estacional Semidecidual, que, ao longo dos anos, foi sendo recomposta, com plantios de essências nativas/frutíferas. Apesar de suas dimensões implicarem em uma fauna reduzida, observou-se, com o replantio, o retorno de aves e pássaros como siriema, beija-flor, rolinha, bem-te-vi, gavião, jurutí, dentre outros.

O rio Braço Norte Direito além de contribuir com a beleza cênica do local, através da Cachoeira da Fumaça com seus 140 metros de queda, é um afluente do rio Itapemirim, abastecendo vários centros urbanos.

Acesso

O Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça está localizado no Município de Alegre (divisa com Ibitirama), distante aproximadamente 33 Km da sede municipal e 228 Km da capital do Espírito Santo. O acesso se dá por estrada de terra (algumas partes possui calçamento), que em determinadas épocas do ano pode se tornar de difícil trânsito, principalmente para veículos leves. Portanto, é aconselhável informar-se das condições da estrada antes de visitar o local.

Partindo de Alegre, o acesso se dá pela BR-482, sentido Guaçuí. A 12 Km de Alegre, no distrito de Celina, o turista deverá seguir à direita pela rodovia ES-185 sentido Iúna. A estrada de acesso à Cachoeira estará a cerca de 16 km. Atualmente existe sinalização indicativa do Parque Estadual.

Quem vem de Minas pela BR-262 (Belo Horizonte - Vitória) deve entrar à direita no trevo de Iúna. Depois de passar por esta cidade, continuar em direção a Alegre. Cerca de 10 km após o município de Ibitirama está a indicação do acesso à Cachoeira, à esquerda.

Quem vem do Rio de Janeiro (Bom Jesus do Itabapoana), deve seguir até Guaçuí e depois sentido Alegre. Celina fica 10 km depois, onde se entra com direção a Iúna.


Estrutura e outras informações

O órgão responsável pelo Parque Estadual é o IEMA (Instituto Estadual do Meio Ambiente), do Governo do Estado. Para visitar a Cachoeira da Fumaça é necessário marcar com antecedência de, no mínimo, 24 horas. O número de visitantes é de 610 pessoas/dia. O telefone para obter informações é (27) 3136-3469.

Não existe área de camping dentro do parque. Entretanto, anexo à Cachoeira da Fumaça existe um restaurante e lanchonete que possui área especifíca para acampamento. Recomendamos que, caso queira acampar no parque, entre antes em contato com o IEMA (www.iema.es.gov.br) .





Álbum de Fotos


Curiosidades




CACHOEIRA DA FUMAÇA

"Distante 4 léguas desta povoação (Alegre) acha-se, no braço sul do Rio norte ou Itapemirim, a Cachoeira da Fumaça, assim denominada por causa da neblina, que sobre ela se eleva.

Tem na sua 1ª capadupa, segundo se calcula 275 braças de altura, e 100 a 2ª do principio da qual as ágoas precipitadas da 1ª resvalão estrepitosamente para o abismo.

Na 1ª correm as ágoas velozmente por entre alcantilados penhascos como uma entumecida massa espumosa, semelhante na cor ao leite; e na 2ª as ágoas deixando entre si e a pedra, sobre que tem corrido, um vácuo de 4 braças, atirão-se de um só jacto sobre as pedras que se veem em baixo da Cachoeira, produzindo-o no embate contra essa muralhas um movimento semelhante ao das ondas contra os arrecifes nas praias: os borbotões d'agoa elevam-se ahi a uma grande altura, d'onde resulta a permanente existência de uma neblina expessa, que em tempo sereno conserva-se prairada, e em tempo de forte briza, transformando-se em chuva, vai cahir longe, regando assim o terreno adjacente à cachoeira, na distância de 20 braças.

Segundo affirmão, moradores de perto da cachoeira, algumas pedras, que embaixo della parecião estar eternamente condennadas a soffrer com paciência a queda das ágoas, tem rolado com estas com um estampido que se faz ouvir muito longe .

O ruído da cachoeira é tão forte que quando o vento favorece, cente-se à noite em logares que ficão distantes della 3 légoas.

A margem sul do rio embaixo da cachoeira na extensão de 20 braças de largura, assemelha-se em certa épochas do anno a um jardim de flores roxas, amarellas e brancas que se veem pendentes aos pequenos arbustos, únicos que se notão n'aquella extensão, e que só recebem as criptalinas gottas que, da neblina elevada sobre a cachoeira, sob elles arremessa a briza.

É do meio deste jardim; é pisando este tapete de relva, esmaltado de flores, que o homem contempla o bello majestoso da cachoeira, e, quando tócos de madeira, levados, pela corrente, chocão-se entre si, ouve sons armoniozos às vezes, às vezes um rufar semelhante a uma caixa de guerra, e às vezes uma gritaria, como se ahi estivessem muitas pessoas fazendo algazarra: é d'hai ainda que, além destes calhaos de pedra que, atirados uns sobre outros, são um monumento histórico do dilúvio universal, dessa revolução violenta e súbita, que soffreu a terra por causa dos pecados do homem: além dessas massas de granito, que a sciência tem reconhecido, terem sido em estado líquido; e além dessa ágoas, que por um machinismo maravilhoso, que trabalha sem fadiga e constantemente, rolão para margem, deste partirão, para d'ahi partirem ainda, a fim de saciar tudo, terras, homens, animais e plantas: o homem com pasmo observa, através da nuvem de fumaça, arcos-ires produzidos pelo reflexo dos raios do sol, quando este rei dos astros, subindo do seu leito, começa a lançar-se como um gigante em sua carreira; aprendendo assim o homem que a luz imcomprehensível em sua essência inesplicável em sua velocidade, e provocando uma, indivisível e de uma só côr, multiplica-se e divide-se em muitas côres differentes para variar ao infinito o quadro da natureza inteira. O encarnado da rosa, o amarello dourado da laranja, o amarello alvacento dos trigos maduros, o verde da primavera, o azul claro da abóboda celeste, o azul ferrete do anil e o colorido modesto da violeta são as 7 cores, em que o mesmo raio do sol se divide por uma gota d'agua, e que estão nas mesmas relações entre si, que as 7 notas da música; e comtemplando-as na cachoeira o homem, cuja alma se arrouba e remonta à sua origem para bendizer o Eterno Pintor, que só poderia fazer tais maravilhas, tendo mais esta opportunidade de considerar no mystério, que encerra o número 7, além das que offerece a Scriptura que diz: que Deus fez e santificou o Universo em 7 dias; que diante do seu Throno conservão-se em pé 7 Anjos ou Espíritos; que diante da Arca Santa Luzia a candeia de ouro de 7 braços; que o anno da remissão era annuniado por 7 trombetas de júbilos, que o Livro eterno é fechado por 7 sellos; que o Cordeiro que os rompe tem 7 cornos ou raios, 7 olhos ou espíritos; que o sól da justiça se comunica a nós por 7 sacramentos ou irradiações differentes; e que o espírito da charividade se comunica por 7 dons ou raios diversos: o homem, repito, vê que a luz e a palavra creada são, uma por suas 7 cores principais e a outra por seos principais tons, uma sombra e como um écho da luz e da palavra encreadas, e que assim como um mesmo raio absorvido deixa ver o preto, que é a ausência de toda a cor como o negro do ébano; dividido, deixa ver as côres intermediárias como o preto e o branco, e reunido faz apparecer o branco, que é a reunião dessas côres intermediárias como o branco do lírio; assim também os diversos raios da luz increada absorvidos ou annulados pelos homem, não deixão ver nelle senão a ausência da luz, a ausência do bem, a ausência da vida, enfim as trevas, o mal e a morte, a que é condenado e reprovado; fielmente reunidos um com outro, nelle fazem brilhar o explendôr dos perfeitos, isto é, uma imagem do explendôr, da vida e da perfeição divina; e conservados em parte n'outro fazem luzir nelle traços de eterna belleza."

Descrição da cachoeira da Fumaça, escrita, provavelmente, da década de 1870, pelo padre Manoel Pires Martins e transcrita do Livro Tombo da Freguesia do Alegre, folhas 19v até 20v (transcrito do Livro Tombo do Itapemirim, documento número 75).

Extraído do Livro "NOSSAS RAÍZES - O ALEGRE ATÉ O ANO DE 1920: FATOS E BIOGRAFIAS" Autor: Carlos Magno Rodrigues Bravo



Informações: CCA/UFES, Diário Oficial do ES, IDAF

Copyright 2006-2008© Prefeitura Municipal de Alegre. Todos os direitos reservados.
Política de Privacidade. Desenvolvido por Felipe Paraizo de Lima. Créditos.
Gerenciamento e manutenção: Ampla Tecnologia e Informática Ltda (www.amplatec.com.br).