DIA-A-DIA NA CIDADE
Assinatura da ordem de serviço para restauração do Solar
Quarta, 23/12/2009 - 16:40
A Secretária Estadual de Cultura (Secult), Dayse Maria Oslegher Lemos, esteve ontem em Alegre para a assinatura da ordem de serviço da primeira etapa da restauração do Solar Miguel Simão, prédio histórico localizado na Praça central da cidade. A cerimônia, realizada na Sala de Reuniões da Prefeitura Municipal, começou com as palavras do Prefeito de Alegre, Dr. Djalma, que ressaltou que esta era uma das 10 obras prioritárias de seu governo. "Aquele prédio significa muito para nós, alegrenses. É um sonho de nossa população vê-lo restaurado", comemora o Prefeito. Ele ainda agradeceu o empenho da Secretária Dayse, do Governador Paulo Hartung e de toda a equipe da Secult pela realização deste sonho. Acompanharam a Secretária de Cultura em Alegre, Valdir Castiglioni, Gerente de Memória e Patrimônio Cultural e Natural, e Rodrigo, arquiteto responsável pelo projeto.
Discursos - A Secretária de Estado da Cultura, Dayse Lemos, começou o seu discurso destacando a felicidade de estar em Alegre, na semana da celebração do natal, para anunciar esta restauração. "Tenho o prazer de celebrar junto com a comunidade a restauração deste imóvel tão importante para os cidadãos. É uma memória muito importante para o município e para todo o estado do Espírito Santo". Ainda segundo Dayse, a obra foi dividida em três etapas. A primeira visa resguardar a integridade do prédio, com a reforma da cobertura (telhado e forro), instalação de uma manta de impermeabilização, além das reformas estruturais de elétrica e hidráulica. A ordem de serviço assinada ontem foi referente a esta primeira etapa. Nela serão investidos 140 mil reais, incluindo mão-de-obra e materiais. O prazo para conclusão é de 120 dias. A segunda etapa contemplará a restauração das pinturas internas do Solar e a terceira a restauração da fachada (externa). "Esta terceira etapa dependerá de uma grande parceria entre o poder público (estado e município) com os comerciantes que habitam o prédio", destaca Dayse. O vice-prefeito, José Guilherme, também ressaltou a importância desta assinatura. "Aquele prédio está no coração e no imaginário de todo Alegrense - seja presente ou ausente". Paulo Cassa, secretário municipal de Turismo, Cultura e Esporte, sinaliza que o Solar Miguel Simão poderá ser usado no futuro para abrigar a Casa da Cultura, a Escola de Música, um ponto de informações turísticas ou até mesmo um Museu do Alegrense. "Depois de restaurado, temos planos para aquele importante espaço do cidadão alegrense", conclui Paulo. Depois da cerimônia, a comitiva visitou as instalações do Solar Miguel Simão.
Presenças - Também estiveram presentes na cerimônia o Vice-Prefeito, José Guilherme; Procurador, Controlador, Coordenador de Articulação Política e Secretários Municipais; os Vereadores Marinho, Claudinho de Rive, Nirrô e Silvani; José Pedro, representando os comerciantes que habitam o térreo do prédio; Olga Gama, representante da Casa da Cultura; Cheyenne Figueiredo Cotta, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico; Ozéias Fernandes, representante da empresa Delge Construtora; e demais funcionários da Prefeitura. A empresa vencedora do certame licitatório, Delge Construtora, tem sua sede na cidade de Mimoso do Sul e de acordo com a Secretária de Cultura já trabalhou na restauração do Museu de São Pedro de Itabapoana, inaugurado recentemente.

O estilo do Solar - O Solar Miguel Simão, imponente prédio localizado à Praça 06 de Janeiro, esquina com a Rua Dr. Wanderley, foi construído na década de 20. Seu estilo artístico e arquitetônico era uma novidade para a época. O art noveau foi desenvolvido entre 1890 e a Primeira Guerra Mundial, na Europa e nos Estados Unidos, espalhando-se para o resto do mundo. O novo estilo visava integrar-se na vida cotidiana, adaptando-se às mudanças sociais e ao ritmo acelerado do mundo moderno. Sua adesão à lógica industrial e à sociedade de massas se dá pela subversão de certos princípios básicos à produção em série, que tende aos materiais industrializáveis e ao acabamento menos sofisticado. A "arte nova" revalorizava a beleza, colocando-a ao alcance de todos.
Felipe Paraizo. Secretaria de Comunicação / PMA. Fotos: Juliana Sanches / Acervo PMA.
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